sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

REFLEXÃO...

Mais um ano finaliza.
Enquanto isso, a humanidade continua pretendendo ser feliz. E talvez não haja nada mais legítimo que isso.

A felicidade não é um estado final ao qual se chega e, depois disso, não há mais nada a fazer. O mesmo vale para o sucesso. Uma coisa é chegar lá, outra diferente, e mais trabalhosa, é preservar o que foi conquistado.

Na religião oriental, mais sábia do que a nossa, há três aspectos divinos: o Criador, o Preservador e o Destruidor.
O Criador brinda com vida para que todos os caminhos sejam iniciados.
O Preservador brinda com luz e sabedoria para que, uma vez acertados os caminhos, os humanos buscadores possam continuar neles.
E o destruidor se encarrega de brindar com força para pulverizar os obstáculos e desintegrar as estruturas que o tempo torna decadentes.

A Felicidade que a humanidade, confusamente, procura não está em nenhum lugar específico, nem relacionada a nenhum ato em especial. A Felicidade é uma conquista que se faz todos os dias, em todos os momentos, em cada pequena e grande atitude.
                                                                                                                                    (autor desconhecido)

IMPORTANTE SABER!!!



Governo anuncia plano contra crack que prevê internação compulsória

A presidente Dilma Rousseff lançou um conjunto de ações para enfrentar o avanço do crack e prometeu investir R$ 4 bilhões para aumentar a prevenção, o combate às drogas e o tratamento a dependentes.

O Governo Federal lançou nesta quarta-feira (7) mais um programa de combate à epidemia de crack. O plano integra as áreas de saúde e de segurança. E pretende evitar que os dependentes voltem às ruas e ao vício.
Um menino vestido de farrapos chorou e pediu ajuda aos policiais. Ele é mais uma vítima do crack. É a 14ª vez que a polícia tenta acabar com esse reduto de usuários da droga na Favela do Jacarezinho, subúrbio do Rio. Nesta quarta-feira (7), os policiais recolheram 82 adultos e sete crianças.
“O que podemos fazer no momento é tentar convencê-los a se tratar. Dar uma chance de tratamento e dignidade”, explica a delegada Valéria Aragão.
Os policiais recolhem os dependentes de crack e encaminham para centros de reabilitação. No Rio, desde maio deste ano, os menores de idade, usuários de crack, passam por uma triagem e podem ser internados mesmo contra a vontade por decisão da Justiça.
Nesta quarta, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff lançou um conjunto de ações para enfrentar o avanço do crack e prometeu investir R$ 4 bilhões para aumentar a prevenção, o combate às drogas e o tratamento a dependentes.
As metas são as mesmas do programa nacional de combate ao crack, lançado pelo ex-presidente Lula no ano passado. Segundo o Ministério da Justiça, R$ 410 milhões foram aplicados em ações como capacitação de profissionais, operações para apreensão de drogas e também em pesquisa.
Com o novo programa, o Ministério da Saúde promete criar consultórios itinerantes e quase 2,5 mil leitos nos hospitais públicos para tratar crianças e adultos, que depois de avaliados poderão ser internados mesmo que não queiram.
“Essa avaliação para internação tem que ser feita por profissionais de saúde. É fundamental ter esse mecanismo para situações de risco de vida, como medida de proteção à vida”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Nós precisamos aproveitar bem esse dinheiro. Mas também que haja uma continuidade, senão, esse adolescente, essa criança, vai voltar para a rua, vai voltar para a cracolândia e vamos perder, de certa forma, os recursos investidos”, avalia o psiquiatra Jairo Werner.


Fonte: g1.globo.com



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

MENSAGEM POSITIVA...

É LOUCURA,,,

É loucura, odeiar todas as rosas por que uma te espetou...

Perder a fé em todas as orações, porque numa não foste atendido...

Desistir de todos os esforços

Porque um deles fracassou...

Condenar todas as amizades

Porque uma te traiu...

Descrer de todo o amor

Porque um deles te foi infiél...

Jogar fora todas as chances de ser feliz

Porque uma tentativa não deu certo...

Espero que na tua caminhada, não cometas essas loucuras.

Há sempre uma outra CHANCE

Uma outra AMIZADE

Um outro AMOR

Uma nova FORÇA

è so ser "perseverante" e procurar ser mais FELIZ a cada dia.

A gloria não consite em jamais cair, mas sim de ergue se toda vez que for necessário!
                                                                                                       (autor desconhecido)

PALESTRA NO CREAS pop


Integrantes do grupo Mães contra o Crack participaram na última terça-feira, 22 de uma palestra no CREAS pop (Centro de referência Especializado de Assistência Social para população em situação de rua em Pelotas).

O encontro foi iniciado pela apresentação da assessoria da deputada Miriam Marroni, que explicou a origem do grupo e as ações do movimento realizadas em Pelotas desde a fundação, além de apresentar a pauta de reinvindicações. “ o grupo exige políticas públicas para a garantira de leitos em hospital geral; plantão psiquiátrico; Caps 24 horas; convênios com comunidades terapêuticas científicas e vagas em cursos profissionalizantes”, salientou Roberta.

Em seguida, quatro mães expuseram seus dramas e seus sofrimentos  ao se depararem com filho usuário de crack, relatos que chamaram a atenção dos participantes que interagiram com o tema.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A deputada estadual Miriam Marroni (PT) e duas integrantes do Grupo Mães contra o Crack prenderam a atenção de jovens, pais e professores, na Escola Dr. Antônio Leivas Leite. A palestra da parlamentar e também psicóloga arrancou por diversas vezes  aplausos e questionamentos do público, na noite da última quinta-feira(17).
Os depoimentos de Rita Póvoa e Vani Camacho emocionaram os participantes. Rita relatou: "Perdi meu filho mais velho em acidente de trânsito. Não vou admitir perder outro, desta vez, para a droga", desabafou a técnica em enfermagem. Já Vani Pereira, diz: “nós mães não temos que ter vergonha de ter um filho dependente químico, mas sim de não lutar por ele!”

Miriam abordou na palestra a questão da modernidade da falta de impulso dos pais, da imaturidade dos jovens ao "proibido". "É característica da juventude a ação impulsiva, sem razão, motivada pelo princípio do prazer". Ela destacou ainda os objetivos da luta das Mães contra o Crack pelo tratamento adequado e pós-tratamento para a reinserção social de ex-viciados.
A parlamentar acrescentou ainda a necessidade da prevenção e ocupação dos jovens, sugerindo a escola de turno integral como um caminho para a redução do número de jovens que ingressam no mundo das drogas e, consequentemente, da violência.

Pensamentos do dia...

"O medíocre discute pessoas. O comum discute fatos. O sábio discute idéias."

"Os nossos desejos são como crianças pequenas: quanto mais lhes cedemos, mais exigentes se tornam."

(Provérbios chineses)

Obs: este pensamento foi escolhido por Anderson Camacho.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Palestra no Comando da Brigada Militar

O Grupo Mães Contra o Crack participou, na última terça-feira (08), de uma palestra no CRPO-Sul, na  Av. Bento Gonçalves, 3036, com o objetivo de relatar suas experiências e sofrimentos ao se depararem com os filhos usuários de crack.
O evento, voltado aos Policiais Militares do Comando Regional Sul, a convite do Major Eduardo dos Santos Perachi, instrutor de Direitos Humanos, serviu para relatar os inúmeros problemas que encararam na luta pela recuperação de seus filhos das drogas, em especial o crack, diante da precariedade da rede de tratamento e da ausência de suporte nas unidades de saúde.
Roberta Passos, assessora da deputada Miriam Marroni, acompanhou as mães Rita Povoa, Silvia Taborda, Vani Camacho juntamente com seu filho Anderson Camacho, ex-usuário. Conforme Vani, " lutar contra esse mal é o mesmo que termos que matar um leão por dia"
Em depoimento emocionante, Anderson relatou o que o crack é capaz de fazer para que o usuário consiga a droga: "cheguei a roubar rádios de carros, bichicletas e inúmeras coisas. Quando nos tornamos dependentes, perdemos nossos valores, nosso amor próprio, a auto-estima e até a capacidade de reconhecer a importância de um amor de mãe."
O Grupo Mães Contra o Crack mobiliza famílias que lidam diariamente com o flagelo da pedra. Todas as terças e sextas-feiras, das 13h30m às 17h30m, as mães realizam plantões, nos quais dividem experiências e buscam formas de qualificar o combate à droga em Pelotas.

                                   

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pensamento...

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"
                      (Mario Quintana)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SAIBA MAIS SOBRE O CRACK




HISTÓRICO
Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem sua origem ligada a fins medicinais: ele já nasceu como uma droga para alterar o estado mental do usuário. Surgiu da cocaína, feito por traficantes no submundo das favelas e guetos das grandes cidades sendo, portanto, difícil precisar quando e onde realmente ele apareceu pela primeira vez. O nome "crack" vem do barulho que ele faz quando está sendo queimado para ser consumido.
Consiste em uma mistura de pasta de cocaína não refinada com bicarbonato de sódio. Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito dura, em média, dez minutos.
Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário o auxílio de algum objeto como um cachimbo para consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.

EFEITOS
Os efeitos do Crack são idênticos aos da cocaína, contudo como atingem o cérebro em poucos segundos, são mais rápidos e intensos. Apresentam uma duração de cerca de 5 a 10 minutos.
O indivíduo pode começar por sentir euforia, sensação de bem-estar intensa e excitação sexual. Contudo, os efeitos positivos poderão ser rapidamente substituídos por ardor nos olhos, secura na boca, palpitações, contrações musculares, dilatação das pupilas, dor de cabeça, depressão forte, irritabilidade, angústia, insônia e diminuição do apetite.
Os usuários apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis, e apresentam também estes sintomas: tremores, lábios, língua e garganta queimados , devido a forma de uso, a paranóia e a desconfiança também são causados pela droga. problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto e sérios danos nos pulmões.
O uso mais contínuo da droga pode causar ataque cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável aumento da pressão arterial. Contrações no peito seguidas de convulsões e coma também são causadas pelo consumo excessivo da droga.
Síndrome de Abstinência
Manifesta-se por insônia, fadiga, apatia e depressão grave

Fonte: Ministério da Saúde do RS.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MENSAGEM DO DIA



Deus e Você

Só Deus pode criar
Mas você pode valorizar o que Ele criou
Só Deus pode dar a fé
Mas você pode dar o seu testemunho
Só Deus pode dar o amor
Mas você pode ensinar amar
Só Deus pode dar a alegria
Mas você pode sorrir à todos
Só Deus pode dar a força
Mas você pode apoiar à quem desanimou
Só Deus é a luz
Mas você pode fazê-la brilhar aos olhos dos seus irmãos.
Só Deus é o caminho
Mas você pode indicá-lo aos outros
Só Deus é a vida
Mas você pode restituir aos outros o desejo de viver
Só Deus pode fazer milagres
Mas você pode ser aquele que trouxe os cinco pães e os dois peixes
Só Deus pode fazer o que parece impossível...
Mas você pode fazer o possível
Só Deus se basta à si mesmo, Mas ele preferiu contar com você.
DEUS te abençoe....
Autor Desconhecido

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Evento marca dois anos de luta das Mães contra o Crack

Orgulho da camiseta, esperança, superação, perseverança. Essas foram as palavras mais citadas durante o evento de celebração dos dois anos do grupo pelotense Mães contra o Crack, ocorrido na tarde da última segunda-feira, 17, no auditório da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel).

Na primeira parte do encontro, o grupo avaliou as principais atividades desenvolvidas durante o ano, entre elas várias palestras em escolas tanto de Pelotas como de outros municípios da Zona Sul do Estado. As Mães contra o Crack destacaram a participação em audiências com o ministro e secretário estadual da Saúde, Alexandre Padilha e Ciro Simoni, respectivamente, assim como nas agendas da Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa.
 “Abrimos a discussão sobre a dependência química para a sociedade. A porta está aberta para exigirmos que as coisas aconteçam, temos muita luta pela frente”, destacou a coordenadora do grupo, a deputada estadual Miriam Marroni (PT).

Entre as pautas do movimento, a deputada fez questão de ressaltar a permanência da luta por mais leitos para desintoxicação em hospital geral. “Não venham nos ‘vender” leito em hospital psiquiátrico. Sedação e clausura não são saídas para a dependência química”, sustentou. 

Relatos - Depoimentos como o de Vani Camacho, Rita Póvoa e Sílvia Taborda emocionaram o público. Rita, técnica em enfermagem, contou que perdeu o filho mais velho em acidente de trânsito, mas que não pretende “perder outro para traficante". Sílvia, por sua vez, relatou que depois da morte do marido taxista, asassinado em um assalto praticado por usuários de crack, descobriu que seu filho mais velho também era usuário. "Foi o início da minha desestruturação psicológica e a dos meus outros dois filhos", lamentou.

O encontro teve a participação do psicólogo e especialista em Dependência Química e em Psicologia da Educação, Ricardo Valente, com palestra sobre o enfrentamento do tema da  drogadição. Estratégias de mobilização para o próximo ano serão discutidas em reunião de planejamento, a ser agendada em breve.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Grupo Mães contra o crack completa dois anos de luta


A passagem dos dois anos de trabalho das Mães contra o Crack terá agenda especial. Na segunda-feira, 17, a partir das 15h, no auditório da Asufpel (Sindicato dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas), as integrantes reúnem-se com a coordenadora do grupo, deputada estadual Miriam Marroni (PT), para avaliar ações desenvolvidas e traçar novas atividades.
Na primeira parte do encontro, que começa às 15h, haverá debate sobre os encaminhamentos e ações desenvolvidas durante os dois anos de atuação, a partir de apresentação a cargo da deputada Miriam Marroni. Após, o psicólogo e especialista em Dependência Química e em Psicologia da Educação, Ricardo Valente, profere palestra sobre tratamento da drogadição.
O movimento das Mães contra o Crack surgiu em 2009, por iniciativa da deputada Miriam Marroni, então vereadora e integrante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Pelotas. O grupo tem entre suas reivindicações a luta por vagas para desintoxicação em hospital geral, plantão psiquiátrico, cursos profissionalizantes voltados especificamente para o dependente recuperado ou em recuperação e melhor integração na rede de atendimento e tratamento.

domingo, 9 de outubro de 2011

Conheça o trabalho da Subcomissão contra o Crack da AL/RS




Confira o trabalho da Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa, por meio do Relatório Final, aprovado por unanimidade pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Acesse o link abaixo:

http://www.al.rs.gov.br/download/SubDependentes_Crack/RF_dependentes_crack.pdf

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pauta das Mães contra o Crack em Brasília

Mães contra o Crack em audiência pública na Assembleia

A deputada estadual Miriam Marroni (PT) estará nesta quarta-feira, 5, em Brasília, para audiência com o presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi) e coordenador geral do Fórum Nacional do Sistema S, Jair Meneguelli.

Na pauta da reunião com Meneguelli, a deputada levará uma reivindicação originária da luta das Mães contra o Crack, que é a disponibilização de um programa de cursos profissionalizantes direcionados a dependentes químicos recuperados ou em recuperação.

 “Precisamos oferecer a quem está lutando para se livrar do vício uma oportunidade de reinserção, pois a pessoa sai do processo de desintoxicação e recuperação sem referenciais, sem perspectiva de futuro. Caso não haja uma oportunidade plausível, ele tende a recair no vício”, afirma.
O Sesi possui vários programas voltados a populações em situação de risco, como o Projeto ViraVida, que possibilita formação profissional e encaminhamento para emprego a jovens e adolescentes entre 16 e 21 anos, vítimas de exploração sexual.

O grupo Mães contra o Crack foi formado em 2009, com o objetivo de lutar pela implantação efetiva de uma rede de tratamento da dependência química, diante da situação de vulnerabilidade da estrutura pública de saúde de Pelotas.  

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Relatório final da Subcomissão contra o Crack foi aprovado pela CCDH


Tratamento da dependência química requer transversalidade e integração, defende Miriam

     Elaborar estratégicas que efetivem a transversalidade e a integração da rede pública de tratamento da dependência química é a principal recomendação presente no relatório final da Subcomissão contra o Crack, aprovado na manhã de hoje, 21, pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, por unanimidade. A Subcomissão foi instalada a pedido da deputada estadual Miriam Marroni (PT), que conduziu o trabalho de verificação do sistema de atendimento no Estado e elaborou o documento com as conclusões e recomendações aos órgãos públicos de saúde.

    “Constatamos que, apesar das iniciativas positivas que existem em todas as esferas públicas, há falta de integração e indicação clínica para o período pós-desintoxicação, além de  serem escassas as unidades voltadas ao público feminino”, afirmou a relatora. Na radiografia da rede de atendimento e tratamento para usuários do crack e outras drogas também foi percebida falta de fiscalização do trabalho das comunidades terapêuticas. “As comunidades prestam importante serviço, pois foram preenchendo lacunas deixadas pelo poder público ao longo dos anos. Entretanto, é importante que o Estado verifique os métodos de tratamento utilizados. Defendemos metodologia científica e não apenas suporte religioso”, observou. 

Qualidade - Miriam Marroni também sugere no relatório a fiscalização no processo de implantação dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS- AD), de modo a assegurar a qualidade do atendimento. “Essas unidades precisam de equipe com psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeira, terapeuta ocupacional, praxiterapeuta, recreacionista, educadores físicos e oficineiras. Com essa formatação, o atendimento fica completo e mais eficaz”, explica.

O relatório aprovado também recomenda envio de documento ao Ministério da Saúde solicitando que a liberação de novos CAPs municipais seja condicionada à abertura de leitos para desintoxicação em hospital geral, de modo a dar formatação completa ao tratamento da dependência química. Há ainda solicitação para que Ministério Público e Poder Judiciário implantem, respectivamente, Promotoria e Vara especializadas em Combate, Prevenção e Tratamento de Drogas.

 Internação - A deputada defendeu no documento o apoio institucional à aprovação do Projeto de Lei 7.663/2010, de autoria do deputado federal gaúcho Osmar Terra (PMDB), que prevê internação compulsória. “As drogas contemporâneas afetam profundamente o juízo dos indivíduos, retirando-lhes a capacidade de tomar decisões. Em situações graves de dependência química, não se pode deixar uma pessoa que não tem capacidade de decisão, perder-se, entrar no mundo do crime e morrer”, sustentou.

 Ao longo de quatro meses de trabalho, a subcomissão promoveu seis audiências públicas, fez várias visitas técnicas a unidades de tratamento e a experiências bem sucedidas de recuperação e reinserção de dependentes químicos e reuniu-se com setores responsáveis pela rede pública de atendimento à drogadição. O calendário de trabalho externo foi iniciado em Canoas e finalizado no município de Santo Ângelo, com participação significativa das comunidades, autoridades públicas e profissionais da área da saúde. A inspiração para esse trabalho surgiu da criação, em 2009, do grupo "Mães contra o Crack", de Pelotas, formado por mães que procuravam a então vereadora em busca de alternativas para o tratamento da dependência química de seus filhos. O grupo realiza palestras em Pelotas e outras cidades, mobilizando as comunidades na busca por a implantação efetiva de uma rede pública de atendimento.

O relatório aprovado possui mais de 70 páginas e volume em anexo com legislações, cópias de reportagens e material apresentado por entidades e instituições. Também compuseram a subcomissão os deputados Marlon Santos (PDT) e Luciano Azevedo (PPS). Os deputados Zilá Breitenbach (PSDB), Mano Changes (PP) e Jurandir Maciel (PTB) participaram de audiências.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Relatório da Subcomissão contra o Crack será votado nesta quarta-feira

Grupo participou da audiência da Subcomissão, em Porto Alegre

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa aprecia quarta-feira, 21, a partir das 9h, o parecer da Subcomissão contra o Crack, de autoria da deputada estadual Miriam Marroni (PT). 
Depoimentos, informações e relatos acerca das redes de tratamento do interior e da capital compõem parte das mais de 70 páginas do relatório, fruto do trabalho iniciado em maio.  Foram  seis audiências públicas, uma em Porto Alegre e as demais no interior do estado, em cidades consideradas polos regionais. A experiência das Mães contra o Crack em Pelotas foi a inspiração para o pedido de investigação das redes de tratamento no Estado.
O calendário de trabalho externo foi iniciado em Canoas e finalizado no município de Santo Ângelo, com participação significativa das comunidades, autoridades públicas e profissionais da área da saúde. A colaboração das equipes das comunidades terapêuticas também foi decisiva para a elaboração do relatório, enfatiza a relatora. Também ocorreram visitas a unidades de tratamento e a experiências bem sucedidas de recuperação e reinserção de dependentes químicos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mães contra o Crack em São José do Norte



O grupo Mães contra o Crack participou na última quarta-feira, 08, de uma mesa-redonda na Secretaria Municipal de Educação de São José do Norte para discutir a questão das drogas e da rede de atendimento e tratamento da dependência química.

Voltado a servidores das Secretarias de Educação, Administração e Direitos Humanos e a representantes de entidades sociais e comunitárias, o encontro serviu para dividir experiências das diversas representações com o tema das drogas. Rita Povoa e Ronilda Beleia, integrantes do Mães contra o Crack, fizeram relatos dos inúmeros problemas que encaram na luta pela recuperação de seus filhos do vício da "pedra", diante da precariedade da rede de tratamento e da ausência de suporte nas unidades de saúde nos momentos mais difíceis da doença.

As representantes do grupo enfatizaram a necessidade de os municípios terem estrutura funcional e física para encarar o crescimento vertiginoso do crack no interior do estado. O Mães contra o Crack lutam pela ampliação de vagas em hospital geral para desintoxicação, por plantão psiquátrico, pela requalificação e capacitação das equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), por mais vagas pelo SUS nas comunidaes terapêuticas e especialmente por programas sociais que permitam a reinserção profissional dos dependentes químicos, um passo importante para a reconquista da cidadania.
A idealizadora do Mães contra o Crack, deputada Miriam Marroni (PT), foi representada no evento pela assessora Roberta Passos.  

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Diadema tem plano de combate ao crack

Confira matéria acerca de iniciativa de combate ao crack no site da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas: http://bit.ly/pP8FtG

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Santa Maria recebe Subcomissão contra o Crack na próxima segunda-feira


Na última sexta-feira, audiência pública ocorreu em Santo Ângelo

A Subcomissão contra o Crack realizará a sétima audiência pública, na próxima segunda-feira (29), em Santa Maria. O evento - que ocorrerá na Câmara de Vereadores, a partir das 14h - tem por objetivo coletar depoimentos e buscar informações sobre a rede de tratamento à dependência química.

A subcomissão foi proposta pela deputada e também proponente, Miriam Marroni (PT), para buscar dados acerca da disponibilidade de estrutura na rede pública dedicada especificamente ao tratamento de usuários de drogas, como instalação física disponível, quadro de funcionários e capacitação de equipe terapêutica. “Ao detectar possíveis saídas, nosso objetivo é contribuir para elaboração de políticas públicas capazes de tirar do fundo do poço indivíduos que sucumbiram ao drama do vício em drogas”, explicou a parlamentar.

Aprovada por unanimidade na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, a Subcomissão contra o Crack foi instalada no final de abril e entregará o relatório final no dia 9 de setembro. Desde o início de junho, já foram realizadas audiências em Canoas, Passo Fundo, Pelotas, Cachoeira do Sul, Porto Alegre e Santo Ângelo. Também fazem parte da Subcomissão os deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT).

domingo, 21 de agosto de 2011

Rede de tratamento de Santo Ângelo é avaliada por Subcomissão contra o Crack

A sexta audiência pública da Subcomissão contra o Crack, ocorrida na última sexta-feira, 19, em Santo Ângelo, mostrou uma rede de atendimento e de tratamento bem estruturada se comparada a outras cidades já visitadas, mas ainda com vagas em número inferior ao avanço do quadro da dependência química na região. A avaliação é da relatora da subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT), que, além da reunião com comunidade e especialistas, conheceu o trabalho desenvolvido por comunidade terapêutica local.

A abertura da audiência contou com a presença do prefeito de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro (PDT), que relatou iniciativas do poder público municipal na constituição de um sistema de atendimento aos dependentes químicos. “Trabalhamos os três níveis - prevenção, tratamento e repressão - a partir da integração dos poderes públicos. Conseguimos avançar muito com esta aproximação”, destacou o prefeito. No Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPs AD), são mais de cem atendimentos mensais, nas modalidades de intensivo, semi-intensivo e não intensivo.

Os casos são avaliados por uma equipe de 25 servidores, em uma rotina de dez horas diárias, sem dia fixo para triagem, de modo a facilitar o acesso ao tratamento, conforme a coordenadora da unidade, Rosângela Saragoza. “Sem a família, a gente não consegue sucesso e o usuário não supera o problema”, alerta Zaragoza. Além da estrutura do CAPs AD, o município possui 13 vagas pelo SUS no Hospital Santo Ângelo, em que o paciente fica por no máximo 15 dias para desintoxicação.

Também a Coordenadora Regional de Saúde Mental, Heloísa Pilon, destacou a importância da rede existente, mas lamentou a freqüência de decisões judiciais pró-internação em hospitais psiquiátricos. “Na maioria das vezes, os hospitais apresentam lotação esgotada, forçando o paciente a longa espera pelo leito e ao risco da reincidência no vício”, lamentou Pilon. Já o presidente da subseção local da OAB, Paulo Leal, destacou iniciativa legal, tomada por solicitação da entidade, de trocar a denominação do crack por “pedra da morte” em todos os documentos públicos. “Esta medida atua no inconsciente, pois reconhecemos na palavra craque aquele que é bom no que faz. É importante essa transformação de valores”, sustentou.

Recuperação – Pela manhã, a deputada visitou a Centro de Reabilitação Social e Beneficente Evangélico SOS Vida, entidade que desde 1998 desenvolve trabalho de recuperação de dependentes químicos e alcoolistas. Segundo o presidente do centro, José Ricardo Ferreira, a capacidade chega a 60 residentes, com estrutura suficiente para abrigar até 90, por período mínimo de três meses e máximo de nove. O público é oriundo de diversas regiões do estado e é atendido por equipe interdisciplinar formada por 27 profissionais, reforçada por estagiários de Psicologia, Enfermagem e Serviço Social e voluntários.

O SOS Vida surgiu de ação de um ex-dependente químico, hoje diretor da entidade. Alivindo Faganello criou, em 1997, grupo de ajuda mútua que rapidamente se transformou em comunidade terapêutica. A SOS Vida abriga pacientes do sexo masculino, com no mínimo 12 anos, sem idade máxima para acolhimento.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Subcomissão contra o Crack realiza audiência em Santo Ângelo amanhã




A sexta audiência pública da Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa ocorre em Santo Ângelo, amanhã (19), a partir das 14h, na sede da subseção local Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O evento reúne representantes das Coordenadorias regionais de secretarias de Estado, integrantes da Prefeitura Municipal, vereadores, conselheiros municipais e comunidade para coletar depoimentos e buscar informações sobre a rede de tratamento à dependência química.

Instalada no final de abril, a subcomissão busca dados acerca da disponibilidade de estrutura de saúde na rede pública dedicada especificamente ao tratamento de dependentes químicos. Dados sobre situação do quadro de funcionários, capacitação de equipe terapêutica, aporte físico disponível, entre outras questões, serão buscados tanto na audiência pública, quanto em visitas técnicas. “Nossa preocupação, hoje, é detectar saídas para que se possa elaborar políticas públicas capazes de tirar do fundo do poço indivíduos que sucumbiram ao drama do vício e da dependência química”, explica a proponente e relatora da subcomissão, deputada Miriam Marroni.

Já foram realizadas audiências em Canoas, Passo Fundo, Pelotas, Cachoeira do Sul e Porto Alegre. A Subcomissão contra o Crack, também integrada pelos deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT), é vinculada à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seminário debate soluções para tratamento da dependência química



O rap de protesto do grupo pelotense Manifesto foi a trilha sonora da defesa da internação compulsória de dependentes químicos, feita pela deputada Miriam Marroni (PT), na abertura do Seminário Estadual de Combate ao crack e outras Drogas Ilícitas. Promovido pela Assembleia Legislativa, por intermédio da Subcomissão contra o Crack, e Câmara dos Deputados, por meio da Comissão Especial de Políticas Públicas contra as Drogas (Cedroga), ocorreu na última sexta-feira (12) no plenário 20 de Setembro.

O drama de uma mãe tentando tirar seu filho das ruas e do vício das drogas foi levado para o cenário das discussões políticas, num breve esquete interpretado por integrantes do grupo Mães contra o Crack e pelos rappers, seguido de apresentação de músicas do grupo pelotense, formado por ex-usuários de crack. “Agora ‘tô’ aqui e não consigo parar quieto, ouvindo umas vozes e catando os farelos. O crack tomou conta e por aqui vai dominando, depois de vender todo o negócio, só roubando”, são os versos da música Poço do Mundão, escrita pelo hoje pedreiro Dariel de Oliveira, 21 anos, usuário de crack dos 15 aos 19 anos.  “Só parei quando a minha segunda filha, Laisla, nasceu. Estou me esforçando para continuar assim”, afirmou.
Soluções - Na abertura do seminário, a proponente e relatora da subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT), anunciou que apresentará projeto de lei instituindo o Sistema Estadual de Internação Compulsória, destinado a definir procedimentos, integrar a cadeia de atendimento e fortalecer a rede de tratamento e pós-tratamento. “O vício é uma doença e deixar doentes sem tratamento é um crime. Sou favorável à internação compulsória de quem comprovadamente não tem mais discernimento da realidade e atenta contra a própria vida. Isto tem de ser política pública”.

Para a deputada, as soluções para o problema da dependência química não respondem com a presteza e a agilidade que a situação atual exige, pois independem de “boa vontade”. “O que precisa ser corrigido é o modelo, o fluxo de atuação do poder público, que não se interliga, é estanque, sem continuidade”, sustenta.
Painéis - A abertura teve ainda pronunciamentos do presidente da Cedroga, deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), do coordenador da comissão no Rio Grande do Sul, deputado Veira da Cunha (PDT), do sub-procurador geral do estado, Marcelo Dornelles, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adão Villaverde (PT). Após, ocorreu o painel “Uma abordagem contemporânea das drogas”, com os secretários estaduais de Saúde, Ciro Simoni, e da Justiça, Fabiano Pereira, com mediação do deputado Reginaldo Lopes.

À tarde, o segundo painel foi sobre “Redes de Tratamento”, com participação do representante da Central Única das Favelas (Cufa) no Estado, Manoel Soares, e da integrante do grupo Mães contra o Crack, Elaine Jung, mediado pela deputada Miriam Marroni. O terceiro painel  tratou de “Internação Compulsória”, com a participação da secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmem Oliveira, e do deputado federal Osmar Terra (PMDB), coordenado pelo secretário da Associação do Ministério Público, Márcio Bressane. O último painel abordou a questão da “Descriminalização das drogas”, com abordagens do deputado Veira da Cunha e do subprocurador Marcelo Dorneles, com mediação do ex-secretário de Saúde Germano Bonow.

Miriam e Manoel Soares falam sobre o Crack para estudantes de escola municipal na AL




Os alunos das 7ª e 8ª séries da Escola Municipal Pepita de Leão estiveram na Assembleia Legislativa, nesta manhã (16), para ouvir o jornalista Manoel Soares e a deputada proponente e relatora da Subcomissão contra o Crack, Miriam Marroni (PT), falar sobre a questão da prevenção do uso de drogas. O evento foi promovido pelo Grupo Executivo de Acompanhamento de Debates de Políticas de Saúde e Combate ao Crack, do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional.

Integrante da mesa de abertura, a parlamentar destacou a necessidade dos jovens se conscientizarem do mal trazido pelo uso das drogas, não apenas para si, mas também para sua família e a sociedade em geral. "Queremos chamar a atenção de vocês para segurar essa vida maravilhosa. Evitando assim o consumo precoce de bebidas alcoólicas, que muitas vezes torna-se a porta de entrada para outras drogas, como maconha e, consequentemente, as mais pesadas, como o crack", afirmou Miriam.

Soares falou sobre a realidade do mundo das drogas e deixou bem claro para os adolescentes presentes que a decisão é só deles. "Muitos jovens escolhem o caminho errado por falta de informação, de conhecimento, sem saber que estão tomando uma decisão. Mas eu estou passando para vocês toda a informação necessária, se optarem pelo mundo das drogas, não foi por falta de aviso", alertou o jornalista, que destacou a necessidade de cada um dos presentes atuar como agentes preventivos, repassando o conhecimento recebido nesta manhã.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Subcomissão contra o Crack realiza audiência em Santo Ângelo na sexta-feira


Santo Ângelo será a próxima cidade a receber a Subcomissão contra o Crack. A sexta audiência pública da subcomissão ocorre na sexta-feira, 19, a partir das 14h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Santo Ângelo (Avenida Brasil, 1.428).
A Subcomissão, instalada no final de abril, por solicitação da deputada Miriam Marroni (PT), tem seu foco na questão do tratamento, buscando dados e informações acerca da disponibilidade de atendimento na rede pública aos dependentes químicos, como situação do quadro de funcionários, capacitação da equipe, estrutura disponível, entre outras questões. Os números são obtidos nas audiências públicas e em visitas realizadas em instituições e unidades de saúde de cidades reconhecidas como polos regionais, nas quais familiares de dependentes químicos buscam alternativas de tratamento e ajuda médica.
A Subcomissão contra o Crack está vinculada à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e também é integrada pelos deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT).  Já foram realizadas audiências em Canoas, Passo Fundo, Pelotas, Cachoeira do Sul e Porto Alegre.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mães contra o Crack participam do Seminário Combate ao Crack em Porto Alegre


Integrantes do movimento Mães contra o Crack e do grupo Manifesto/RS participam da próxima atividade do Programa Destinos e Ações para o Rio Grande, na sexta-feira (12), a partir das 10h, no plenário do parlamento gaúcho. O Seminário Combate ao Crack e outras drogas ilícitas é uma promoção da Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa e da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que trata de estudos e políticas sobre drogas (Cedroga).

O seminário servirá para unificar o trabalho das duas instâncias parlamentares de debate sobre a questão da dependência química, que tinham eventos marcados em Porto Alegre, em datas próximas. “Os objetivos de ambas as comissões são semelhantes. Precisamos unificar as forças, pois o momento é delicado. A dependência química tem destruído um número cada vez maior de famílias e soterrado projetos de vida”, enfatiza a deputada Miriam Marroni (PT), proponente e relatora da subcomissão da Assembleia, também integrada pelos deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT).

Em atividade desde início de maio, a subcomissão tem seu foco na questão do tratamento, buscando dados e informações acerca da disponibilidade de atendimento na rede pública aos dependentes químicos, por meio de audiências públicas e visitas a instituições e unidades de saúde. Canoas, Passo Fundo, Pelotas e Cachoeira do Sul já receberam a subcomissão. Depois da Capital, a subcomissão visitará Santo Ângelo, Caxias do Sul e Santa Maria.

Programação – A abertura do evento ocorre às 10h, com a participação de representantes de poderes públicos gaúchos, como os secretários da Justiça, Fabiano Pereira, e da Saúde, Ciro Simoni, e de integrantes da Cedroga. Às 11h, haverá o primeiro painel, cujo tema é “Uma abordagem contemporânea das drogas”, a ser desenvolvido pelos dois secretários estaduais. Às 14h, o foco dos debate será a rede de tratamento, com mediação da deputada Miriam Marroni.

O terceiro painel será desenvolvido pelo deputado Osmar Terra (PMDB), integrante da Comissão da Câmara Federal, e tratará da proposta de “Internação Compulsória”. Na parte final do evento, o deputado federal Vieira da Cunha, coordenador da Cedroga no Estado, e o sub-procurador para Assuntos Institucionais do Ministério Público do Rio Grande do Sul e integrante da Fundação Crack Nem Pensar, Marcelo Dornelles, desenvolverão o tema da descriminalização das drogas. Além dos deputados gaúchos que compõem a Cedroga, participam do seminário o presidente da comissão, Reginaldo Lopes (PT-MG) e o relator geral, Givaldo Carimbão (PSB-AL).

Deputados Miriam e Miki Breier conhecem comunidade terapêutica pública em Cachoeirinha

"Um bom exemplo de que o poder público municipal pode", afirmou a proponente e relatora da Subcomissão contra o Crack, deputada Miriam Marroni (PT), ao conhecer, na manhã do último dia 3, a Comunidade Terapêutica Reviver, de Cachoeirinha, mantida com recursos municipais. A parlamentar e o depuatdo presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, Miki Breier (PSB), foram recepcionados pelo prefeito Vicente Pires (PSB), que mostrou todo o trabalho realizado dentro da comunidade.

O prefeito explicou que a entidade, mantida com cerca de R$ 18 mil mensais e com capacidade para 40 internos, oferece aprendizagem de diversos ofícios aos 26 homens internados. E que a produção é aproveitada pela gestão municipal, como merenda escolar, fraldas geriátricas e infantis, e embelezamento dos canteiros municipais. "É o que chamo de contrapartida social. Todos os meses, economizo mais de R$ 3,5 mil com a produção das fraldas. Os produtos da confeitaria são encaminhados para a merenda escolar, assim como pretendemos que, em breve, os produtos do hortifrutigrangeiro também possam ser incluídos. A oficina de jardinagem me garante a economia com flores para os canteiros da cidade", afirmou Pires.

Miriam destacou que além de oferecer oficinas que fazem os internos se sentirem produtivos, as mesmtas também garantem reinserção social aos jovens em tratamento que poderão trabalhar nesses ofiícios quando saírem da comunidade. "A beleza do ambiente e a qualidade das instalações também garantem a auto-estima dos internos, auxiliando na recuperação", completou a deputada. O prefeito acrescentou ainda que o símbolo da comunidade é o cata-vento, por representar "energia limpa".

Antes da visita, Miriam e Breier, também foram recebidos pelo prefeito, mas em seu gabinete. Na oportunidade, os parlamentares explicaram os objetivos da subcomissão contra o crack, de fazer um levantamento do sistema de tratamento oferecido no Estado.

Miriam e Mães contra o Crack planejam ações para o segundo semestre

A deputada estadual Miriam Marroni (PT) reuniu, no escritório regional de Pelotas, oito integrantes do movimento Mães contra o Crack para um encontro de planejamento das ações para este segundo semestre. Durante a reunião, que durou cerca de seis horas, a parlamentar conversou sobre as questões individuais de cada mãe presente, dando orientações e fazendo o encaminhamento de demandas. Como resultado, uma das mães conseguiu, no último dia 27, a internação para o seu filho em São Lourenço do Sul.


Em relação ao planejamento, as mães voltarão a dar palestras em escolas da cidade para falar de prevenção e da luta por políticas públicas efetivas no tratamento dos dependentes químicos. Cinco escolas já agendaram suas palestras. "Além de pressionar o poder público por políticas efetivas, nosso objetivo é emocionar para deixar algo na alma e nos corações dos jovens, deixar uma lição que seja entedida como prevenção", afirmou Miriam.

O vereador Carlos Alberto Passos, o Beto da Z3 (PT), como vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, colocou-se e também à Comissão à disposição do grupo, até mesmo para a realização de palestras. "Essa é uma questão de política pública, a qual somamos esforços para sair às ruas, escolas e igrejas, no combate a essa droga maldita. Queremos poder dar força e legitimidade a esse rico movimento criado pela deputada Miriam", anunciou o vereador.


Plantões

As mães também lembraram a necessidade da divulgação dos "plantões" que elas fazem nas terças e sextas-feiras para repassar orientações a outras mães na mesma situação. "Conhecemos essa dor e esse sofrimento. Baseadas em nossa vivência, queremos poder orientar e compartilhar experiências com outras mães", afirmou Ronilda Beléia.

As mães dão orientações duas vezes por semana, nas terças e sextas-feiras, das 13h30min às 17h30min. O "plantão" é realizado rua Três de Maio, 960. Mais informações pelo telefone (53) 3305-0983. O grupo já está providenciando material para distribuição com o objetivo de divulgar os encontros em escolas e igrejas dos bairros.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Subcomissão contra o Crack conhece números da drogadição de Cachoeira do Sul


As unidades de tratamento da drogadição em Cachoeira do Sul atuam com 100% da capacidade, com uma média de 30 internações por mês e de 15 pessoas em lista de espera por semana. Os números da intitulada capital nacional do arroz no atendimento aos usuários de drogas foram apresentados na tarde da última sexta-feira (15), na quarta audiência pública da Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa, ocorrida no Centro Municipal de Cultura.

“Apesar de as drogas estarem causando problemas à sociedade há um bom tempo, o crack deflagrou a fragilidade do sistema de tratamento, em especial o público”, afirmou a proponente e relatora da Subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT), ao detalhar os objetivos do trabalho ao público presente na audiência pública. “Estamos aqui para conhecer as dificuldades e os problemas do município, de modo a poder contribuir para o aprimoramento das estruturas de atendimento ao usuário e sua família”, explicou.

Interior - A secretária de Saúde do município, Eunice Brendler, narrou os esforços para a montagem de equipe intersetorial do Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (CAPs AD), que funciona há 11 meses no atendimento aos drogaditos. “Neste período, cadastramos 771 usuários, mas registramos mais de 6 mil atendimentos. A dificuldade em custear o tratamento tem transformado o vício em grave problema de saúde pública”, alertou. O secretário de Assistência Social do município, Neiron Viegas, confessou estar alarmado com o aumento do registro de casos de drogadição no interior do município, em locais onde há pouco tempo o município não possuía registro algum de consumo de drogas e dos problemas decorrentes da drogadição.

Compartilhado ao trabalho das equipes da secretaria, o reforço técnico da ala psiquiátrica do Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira possibilita atendimento para seis dos 12 leitos da unidade exclusivamente para usuários de drogas, número que costumeiramente é ampliado diante da demanda crescente. “Estamos apostando também na reinserção do usuário, principalmente voltada à capacitação para o mercado de trabalho”, adiantou a secretária de Saúde. Ela enfatizou ainda a importância do trabalho da equipe de redução de danos, também do município, que fazem o contato direto com os usuários nos seus locais de referência, seja de moradia ou de consumo da droga.

Dados - O deputado Marlon Santos, integrante da subcomissão, defendeu a necessidade de haver registros mais detalhados do avanço do crack e das drogas no município. “Os números são importantíssimos para que possamos mapear o avanço do crack para melhor combatê-lo”, afirmou. Também presente na audiência, a deputada Zila Breitenback alertou para a necessidade de maior atenção e fiscalização a entidades de tratamento da drogadição, quer possuam suporte científico, quer trabalhem com apelo religioso. A integrante da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos defendeu ainda a preparação dos municípios na organização dos conselhos locais de combate às drogas, nos moldes que preconiza a legislação estadual aprovada em março pela Assembleia Legislativa.

A Subcomissão contra o Crack, integrada também pelo deputada Luciano Azevedo (PPS), interrompe seus trabalhos em virtude do recesso, que se inicia na segunda-feira. O cronograma de atividades prevê audiências públicas em Porto Alegre (05/08), Caxias do Sul (12/08), Santo Ângelo (19/08) e Santa Maria (26/08).

Miriam acompanha graduação de residente da Caex Pelotas ingresso nas vagas do Estado


A Comunidade Terapêutica Casa do Amor Exigente (Caex) graduou mais três residentes durante a missa celebrada na tarde do primeiro domingo de julho (3). Entre eles está o primeiro ingresso pelas vagas oferecidas por meio do convênio firmado com o Governo do Estado, há um ano, e que oferece 10 delas na instituição, sem custo, para dependentes químicos.

No primeiro domingo de cada mês, a Caex realiza uma missa com a participação dos familiares e nesta mesma ocasião são graduados os residentes que concluíram o tratamento e estão prontos para deixarem o lar depois de 12 meses de tratamento. Depois dos depoimentos dos três graduandos que emocionaram e arrancaram lágrimas da deputada Miriam Marroni (PT), o Padre Jaime Souto declarou a parlamenter como "embaixadora" da comunidade, entregando-lhe um cordão com a cruz de São Francisco de Assis.

A deputada recordou seu trabalho, como psicóloga, com as mães de dependentes químicos, denominado Mães contra o Crack. Para Miriam, o grande problema ainda é que o estado e comunidade não veem a drogadição como uma doença. "Por isso, tamanha a dificuldade da implantação de uma rede de tratamento realmente efetiva. Mas estamos em uma casa religiosa ue faz isto muito bem. A Caex é exemplo de trabalho bem sucedido. E percebemos isso no depoimento dos que estão concluindo o tratamento", comentou a parlamentar, ao colocar seu trabalho à disposição na busca de um sistema de políticas públicas efetivas para tratamento.

A Caex 
É uma Comunidade Terapêutica que ofere 33 vagas, sendo 10 delas gratuitas, por meio do Programa de Prevenção à Violência (PPV), que foi contemplado com a autorização da Secretaria Estadual de Saúde a contratar vagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E outras três vagas de caráter filantrópico, sem custo nenhum para as famílias de dependentes químicos que não têm condição fianceira de arcar com o tratamento.

Miriam participa em Canoas do 1° Fórum Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas


O trabalho da Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa e o papel da família e da escola no trato com a questão das drogas perante a juventude foram os temas abordados pela deputada Miriam Marroni (PT) no 1° Fórum de Prevenção ao uso indevido de Álcool e outras drogas. A parlamentar integrou a mesa interdisciplinar sobre Prevenção e Tratamento ao Abuso de Álcool e outras drogas, na tarde de 29 de junho, do terceiro e último dia do evento realizado na Ulbra Canoas.

A deputada falou sobre o papel da Subcomissão contra o Crack na investigação acerca da rede de atendimento oferecida aos dependentes químicos, em especial pelo sistema público de saúde. “Desde que a subcomissão foi instalada, estamos visitando unidades de atendimento e ouvindo a população do interior do estado para que possamos ter uma radiografia do setor e um diagnóstico das necessidades. Queremos auxiliar os poderes públicos na construção de uma nova forma de encarar e tratar esta doença”, afirmou.

Esforço coletivo - Para a parlamentar, três questões são fundamentais quando o assunto é drogadição: o reforço do papel da família e da escola na educação antidrogas, a implementação da escola de turno integral como política pública de prevenção às drogas e a efetivação de uma rede de atendimento realmente eficaz no tratamento da drogadição. “Estes três fatores, atuando em conjunto, poderão trazer resultados verdadeiramente animadores nesta luta contra o flagelo das drogas”, defendeu.

Além de Miriam Marroni, participaram da mesa redonda a assistente social e integrante da Rede Multicêntrica – Formação Permanente Interdisciplinar e Intersetorial de enfrentamento ao uso e abuso de crack e outras drogas da UFRGS, Miriam Dias, o coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público, promotor Francesco Conti, e o mestre em Ciências Criminais e professor do curso de Direito da Ulbra, Moysés Pinto Neto. O 1º Fórum Fórum de Prevenção ao uso indevido de Álcool e outras drogas foi promovido pela Prefeitura de Canoas e Ulbra.

Subcomissão contra o Crack e comissão da Câmara Federal unem-se para debater questão das drogas


A Subcomissão contra o Crack da Assembleia Legislativa gaúcha e a Comissão de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas (Cedroga) da Câmara Federal realizam dia 5 de agosto, a partir das 9h, seminário para debater a situação da rede de atendimento ao dependente químico e as políticas públicas locais de atenção à saúde do usuário.
A primeira reunião de trabalho para organização do evento ocorreu no dia 27 de junho, na Assembleia, com a participação dos deputados federal Vieira da Cunha (PDT) e estadual, Miriam Marroni (PT), do subprocurador para Assuntos Institucionais do Ministério Público do Rio Grande do Sul e integrante da Fundação Crack Nem Pensar, Marcelo Dornelles, e representantes dos deputados federais Osmar Terra (PMDB) e Afonso Hamm.

A ideia, segundo Miriam Marroni, é unificar o trabalho das duas instâncias parlamentares de debate sobre a questão das drogas, dada as agendas previstas para tratar do tema comum, em datas próximas. “Os objetivos de ambas as comissões são semelhantes. Precisamos unificar as forças, pois o momento é cada vez mais delicado”, enfatiza a deputada.

A proposta é realizar um seminário, em local ainda a ser confirmado, com uma conferência técnica na parte inicial do evento, logo após a abertura oficial, na parte da manhã. À tarde, os debates serão divididos em três temas: a situação da rede de atendimento e a compreensão da sociedade quanto aos serviços oferecidos e as oportunidades de recuperação da dependência química, a internação compulsória e a descriminalização das drogas. O local do seminário será divulgado em breve.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Subcomissão contra o Crack avalia situação do tratamento da drogadiação em Pelotas


Profissionais especializados em número reduzido, falta de leitos em hospital geral, inexistência de plantão psiquiátrico 24 horas, estrutura deficitária de atendimento imediato e ausência de opções de ressocialização foram alguns dos problemas detectados em Pelotas pela Subcomissão contra o Crack. A terceira audiência pública da subcomissão lotou o plenário da Câmara Municipal de Pelotas na tarde da última sexta-feira, 17.

Depoimentos de representantes de instituições de saúde, entidades e organizações sociais e comunitárias, além de vereadores e integrantes do grupo Mães contra o Crack, descreveram o quadro da incidência da dependência química em Pelotas e região. O início da audiência foi marcado por relatos emocionados de situações de desespero, perdas e angústias de quem não consegue ter acesso a serviços de saúde na medida da necessidade recorrente que caracteriza a drogadição.

Elaine Jung, integrante do grupo pelotense Mães contra o Crack, narrou a convivência com o filho Fábio, de 23 anos, atualmente detido no Presídio de Rio Grande. “Ele está doente, não tem mais de 40 quilos, e não há médicos para tratá-lo no presídio”, protestou. Vani Camacho, mãe de Anderson, 23 anos, vive situação semelhante. O filho apresenta quadro de depressão e não consegue terminar o tratamento por falta de profissionais para o atendimento quando há recaídas ou quando precisa reforçar a medicação. “Não compro mais rancho, tudo é vendido ou trocado pela pedra”, contou Ângela Maria, mãe de dois dependentes químicos.

Recordes - A situação da Brigada Militar diante do quadro de avanço do crack foi abordado pelo comandante do CRPO-Sul, coronel Flávio da Silva Lopes. “Todos os meses batemos recordes de prisões por tráfico, mas não nos orgulhamos disto. Não é com bastão, nem com armas que combateremos esse problema”, argumentou. A coordenadora da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, Lusiana de Lima Larrossa, garantiu que a luta da comunidade está repercutindo na reestruturação da rede de atendimento, por meio do mapeamento das necessidades e do diagnóstico apurado da situação da saúde pública voltada à questão da dependência.

No âmbito do município, a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD) e do Departamento de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Pelotas, Gabriela Haack, fez um apelo à união dos segmentos para a obtenção de melhorias no atendimento. ”O serviço do Caps é um grão de areia perto do tamanho que está a questão da dependência química”, afirmou. Ainda na área da saúde, a representante da Faculdade de Enfermagem da UFPel, Beatriz Franchini, divulgou iniciativas do meio acadêmico para capacitar o atendimento específico para os dependentes químicos, como cursos de especialização em Saúde Mental que se iniciam em breve. “No geral, os pacientes são atendidos incorretamente, por que falta esta capacitação e este trato diferenciado”, avaliou.

Flagelo - A relatora e proponente da subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT), defendeu a abertura de leitos em hospital geral e a implantação de plantão psiquiátrico 24 horas, “já que a crise de abstinência não tem momento para marcar o ponto”. “Esse trabalho tem de ser feito por equipes multidisciplinares. Do jeito como está não daremos conta deste flagelo, a situação se repete, as unidades de atendimento clamam por estrutura”, registrou. Já o deputado Marlon Santos (PDT), integrante da subcomissão, ponderou que “o poder público não está preparado para enfrentar o problema da drogadição, que só alcançou a dimensão atual por culpa da inoperância e atraso das políticas públicas e do descaso com a questão”. A deputada Zila Breitenbach (PSDB), que integra a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, afirmou que o trabalho contra as drogas não é partidário, “não é um trabalho de voto, é um trabalho de cidadania, supera divergências políticas e partidárias”.

A audiência pública contou com a participação de vereadores de Pelotas, São Lourenço do Sul e Santa Vitória do Palmar e representantes dos deputados federal Fernando Marroni (PT) e estadual Catarina Paladini (PSB), da Prefeitura de Herval, da UFPel, UCPel, IFSul, OAB-subsecção Pelotas, Ajuris, Conselho Municipal de Saúde de Pelotas, Arquidiocese de Pelotas, instituições de saúde, conselhos tutelares, escolas estaduais e comunidades terapêuticas.

A próxima audiência ocorre em 1° de julho, em Santa Rosa. O calendário abrange ainda Santa Maria, em 8 de julho, Cachoeira do Sul, dia 15 de julho, Porto Alegre, em 5 de agosto, Caxias do Sul, em 12 de agosto, e Rio Grande, ainda sem data definida. Além de Miriam Marroni e Marlos Santos, compõe a subcomissão o deputado Luciano Azevedo (PPS).

Miriam e Mães contra o Crack palestram em Arroio Grande



A deputada estadual Miriam Marroni (PT) e duas integrantes do Grupo Mães contra o Crack prenderam a atenção de centenas de jovens, pais e professores, no Centro Cultural de Arroio Grande. A palestra da parlamentar e também psicóloga arrancou, por diversas vezes. aplausos do público que quase lotou o auditórico com capacidade para 600 pessoas na noite da última quinta-feira (16).


Os depoimentos de Rita Póvoa e Sílvia Taborda emocionaram o público. Rita contou que depois de um ano e três mes sem usar crack, seu filho voltou a usar cocaína há duas semanas. "Perdi meu filho mais velho em acidente de trânsito. Não vou admitir perder outro, desta vez, para traficante", desabafou a técnica em enfermagem.

Sílvia relatou que depois da morte do marido taxista, asassinado em um assalto praticado por usuários de crack, seu mundo de "alice no país das maravilhas" desmoronou. Isso porque, em seguida, descobriu que seu filho mais velho também era usuário. "Depois de 29 anos de casamento, foi a ruína da família perfeita. Foi o início da desestruturação psicológica minha e dos meus outros dois filhos", lamentou.

Miriam abordou na palestra a questão da imaturidade dos jovens e propenção ao "proibido". "É característica da juventude a ação impulsiva, sem razão, motivada pelo princípio do prazer". Ela destacou ainda os objetivos da luta das Mães contra o Crack pelo tratamento adequado e pós-tratamento através de cursos de quallificação profissional para a reinserção social de ex-viciados.

A parlamentar crescentrou ainda a necessidade da prevenção e ocupação dos jovens, sugerindo a escola de turno integral como um caminho para a redução do número de jovens que ingressam no mundo das drogas e, consequentemente, da violência. O evento, promovido pelo Instituto Aimone Carriconde, integrou a programação da semana alusiva à comemoração dos 31 anos da escola estadual, que conta com cerca de 1,1 mil alunos.

Quadro da drogadição em Passo Fundo é preocupante, avalia relatora da Subcomssão contra o Crack

 
 
O quadro da drogadição em Passo Fundo foi apresentado na tarde do último dia 13 na audiência pública da Subcomissão contra o Crack, realizada na Câmara de Vereadores do município. Representantes de instituições municipais e estaduais de saúde, de organizações não governamentais, corporações da segurança pública e de Legislativos do Planalto Médio lotaram o auditório da Câmara passofundense e apresentaram relatos considerados preocupantes pela relatora da subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT).

A psicóloga e professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Ana Maria Migott, apresentou dados de pesquisa desenvolvida por equipe coordenada por ela, que registrou uso de crack em 10% das cinco mil unidades residenciais visitadas no município. “Se essa realidade prosperar teremos uma geração com vulnerabilidade e sensibilidade genética ao crack”, estima a pesquisadora.

Correntes - Já a integrante do Movimento de Mulheres de Passo Fundo e diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação (Sindilimp), Naura Vargas, qualificou como “desesperadora” a situação de mães e familiares de dependentes químicos, moradores da periferia do município. “As mães estão pedindo socorro, não sabem mais o que fazer com seus filhos, a não ser acorrentá-los dentro de casa. O desespero é grande”, afirmou.

Além de pesquisadores, profissionais da área da saúde e representantes da comunidade, a audiência pública também registrou depoimentos de ex-dependentes, como o do vereador Erlei Vieira, de Carazinho. “Estou há 14 anos longe das drogas e há 13 trabalhando contra esta mazela social. Precisamos é de capacitação profissional para retirar as pessoas deste desastre que é o vício e colocá-las no caminho da recuperação definitiva”, defendeu.

Participaram da audiência pública, entre outras autoridades, o Coordenador Regional da Saúde da ¨6ª região, Alberi Grando, o vice-prefeito Rene Luiz Cecconello, os secretários municipais de Saúde e de Cidadania e Assistência Social, Jairo Caovila e Adriano José da Silva, respectivamente, o presidente do Legislativo passofundense, Luiz Miguel Scheiss, o Comandante do 3° RPMon da Brigada Militar, tenente coronel Antônio Carlos da Cruz, vereadores de vários municípios do Planalto Médio, promotores, defensores públicos, representantes de entidades como Ordem dos Advogados do Brasil - subseção de Passo Fundo, conselheiros tutelares e profissionais da área da saúde.


Suporte – Antes da audiência pública, os deputados Miriam Marroni (PT) e Luciano Azevedo (PPS) visitaram algumas instituições de atendimento ao usuário de drogas, como o Hospital Beneficente César Santos, que possui uma ala específica para a internação e desintoxicação, e o Centro de Atendimento Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD). Os parlamentares ficaram surpreendidos com os dados da reincidência. “ O retorno à internação é de quase 90%. Isto é impressionante”, afirmou Luciano Azevedo. A relatora da subcomissão destacou o perfil técnico das equipes de ambos os locais, em especial por contarem com assessoramento direto de psiquiatras e psicólogos. “Isso não é uma regra, é uma exceção extremamente positiva”, elogiou.

domingo, 5 de junho de 2011

Auditório lotado na primeira audiência da Subcomissão contra o Crack


O auditório Sady Schiwitz da Prefeitura de Canoas ficou lotado na primeira audiência da Subcomissão contra o Crack, ocorrida na tarde desta sexta-feira, 3, dando início ao cronograma de audiências públicas que percorrerá oito cidades gaúchas até o início de agosto. O ato de abertura da audiência teve a participação dos deputados estaduais Mano Changes (PP) e Jurandir Maciel (PTB), do prefeito e da vice-prefeita de Canoas, Jairo Jorge e Beth Colombo, de secretários municipais, membros do governo municipal, vereadores, assim como integrantes do gabinete do deputado Nelsinho Metalúrgico (PT).


O objetivo da subcomissão foi apresentada por meio de um vídeo especialmente produzido para as audiências, com cenas de entrevistas e situações envolvendo a drogadição, infromações sobre programas de prevenção federal e estadual e entrevistas concedidas à TV Assembleia por uma das integrantes do grupo Mães contra o Crack, Vani Pereira Camacho, e especialistas na área. “Esse video mostra o desespero de quem busca uma saída para seu filho, seu parente, seu ente querido e não consegue alternativa que consiga resolver a questão da dependência química”, explicou a deputada. “Temos de lutar por um tratamento diferenciado,que não trate o dependente como criminoso, pela transversalidade das políticas públicas e pela inserção profissional do usuário”, defendeu.

O deputado Mano Changes relatou trabalho desenvolvido em seu mandato anterior, no âmbito da Comissão de Educação, com caráter preventivo e direcionado à formação de multiplicadores da luta contra o crack. Também o deputado Jurandir Maciel abordou a importância da prevenção e a aplicação de programas integrados para auxiliar a questão da dependência química.

Experiência - “Estamos fazendo a nossa parte”, garantiu o prefeito Jairo Jorge, informando ações adotadas no município, como a ampliação do número de leitos para desintoxicação e a implantação de programas para a juventude envolvendo educação, esporte e cultura. Detalhes do Programa Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Uso Indevido de Álcool e Outras Drogas – Canoas Viva – foram apresentados pela secretária de Sáude, Beth Colombo, e pela diretora de Políticas e Ações em Saúde Mental, Rosane Kern.

Representantes de instituições e de poderes públicos de Canoas e região, integrantes de entidades comunitárias e usuários de programas municipais, estaduais e federais apontaram à relatora da Subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT), a situação do município em termos de prevenção e de tratamento da drogadição. Também dependentes químicos em situação de recuperação manifestaram-se na audiência, relatando problemas decorrentes do vicio e dando depoimentos de superação. O público também demonstrou preocupação com a falta de alternativas terapêuticas para mulheres.

A próxima agenda da Subcomissão, vinculada à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, será em Passo Fundo, dia 13, às 14h, no Plenarinho da Câmara de Vereadores do município. Outras seis cidades estão no cronograma de audiências públicas. A subcomissão também é integrada pelos deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Canoas sedia primeira audiência pública da Subcomissão contra o Crack

O cronograma de audiências públicas da Subcomissão contra o Crack inicia-se na sexta-feira, 3, no auditório da Prefeitura de Canoas (Rua 15 de Janeiro, 11), às 14h. O cronograma de reuniões abrange oito cidades que são polos regionais e tem como objetivo discutir com instituições públicas e organizações sociais alternativas para reforçar o trabalho de prevenção e de tratamento da dependência química.


Segundo a proponente e relatora da subcomissão, deputada Miriam Marroni (PT), o objetivo das audiências é envolver a rede integrada por poderes públicos e entidades privadas para detectar a situação do atendimento nas regiões, do consumo do crack e das políticas de combate ao tráfico. Por meio da participação da sociedade, a subcomissão pretende elaborar uma radiografia da rede de atendimento, detectando as maiores deficiências e destacando alternativas. “Esse é um tema que não podemos esquecer, temos de abordá-lo a todo momento, pois sabemos do alcance dessa droga e de seu poder de destruição. É desolador saber que o sistema não consegue dar respostas rápidas às urgências de milhares de jovens que sofrem a escravidão da dependência química”, lamenta Miriam Marroni.

A Subcomissão contra o Crack está vinculada à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos e foi instalada no início do mês, por solicitação da deputada. Também é integrada pelos deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT).

Canoas – 03/06
Passo Fundo – 13/06
Pelotas - 17/06
Caxias do Sul – 24/06
Santa Rosa – 01/07
Santa Maria – 08/07
Cachoeira do Sul – 15/07
Porto Alegre – 05/08

Miriam e Mãescontra o Crack entregam carta de reivindicações ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Integrantes do Mães contra o Crack, acompanhadas da coordenadora do grupo e deputada estadual, Miriam Marroni (PT), entregaram ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma carta de apresentação e reivindicações de políticas públicas para tratamento aos filhos dependentes químicos. O encontro na tarde de 20 de maio, entre as duas agendas do ministro em Pelotas.


Padilha esteve na cidade para a inauguração do Núcleo de Neurodesenvolvimento da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Professor Mário Coutinho e ministrar a aula inaugural da Especialização em Saúde da Família - Educação a Distância (EaD).


Em Porto Alegre, a agenda de Padilha e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na Capital, foi acompanhada pela parlamentar e outras sete integrantes do movimento, não as mesmas que encontraram o ministro da saúde em Pelotas. No início da manhã elas participaram da audiência pública da Assembleia Legislativa, dentro do Programa Destinos e Ações para o Rio Grande, com o tema A Política de Saúde e o Enfrentamento ao Crack.


O encontro teve as presenças, como painelistas, do ministro Alexandre Padilha e do secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, assim como do vice-governador Beto Grill e representantes do Judicário, Ministério Público, conselhos de direitos e organizações não governamentais e profissionais da área da saúde. O ministro Padilha elogiou o trabalho do grupo pelotense em seu pronunciamento. “Ações como as do Mães contra o Crack e da Cufa (Central Única das Favelas) fazem a diferença, pois auxiliam nesta tarefa fundamental que é a divulgação dos problemas causados pelas drogas”, afirmou.


Em seguida, a deputada e as Mães contra o Crack deslocaram-se para o Palácio Piratini para acompanhar a solenidade de assinatura de inúmeros convênios e protocolos de cooperação entre os Ministérios da Justiça e da Saúde e governo do Estado, destinados a reforçar ações de prevenção ao uso de drogas, de tratamento da dependência química e de combate ao tráfico.


Acompanhadas de Miriam Marroni, as mães foram recebidas no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, para almoço oferecido pelo governo do Estado para os integrantes do Ministério da presidenta Dilma Rousself que cumprem agenda no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira. Além de Cardozo e Padilha, também participou do almoço a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Também o governador Tarso Genro ressaltou a importância do trabalho das Mães contra o Crack, em seu discurso de saudação aos ministros e convidados.

Miriam Marroni discute implantação de comunidade terapêutica feminia em Pelotas

A deputada estadual Miriam Marroni (PT) recebeu no início de maio, 6, em seu gabinete regional, o casal fundador da Comunidade Terapêutica Casa de Amor Exigente (Caex), Nilza e João José Vitoria, para discutir a implantação de uma comunidade terapêutica feminina em Pelotas. O casal procurou a deputada devido ao engajamento da parlamentar com a questão da drogadição.

Miriam é fundadora e coordenadora do movimento Mães contra o Crack e proponente e relatora da subcomissão contra o Crack, da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

A ideia inicial é convidar usuárias da droga para participar das reuniões semanais às sextas-feiras enquanto que se estuda a viabilidade de implantação de uma comunidade exclusiva para as mulheres no município. O encontro foi com o objetivo de buscar apoio da deputada e informações sobre financiamento público por meio de instituições filantrópicas, além de checar a possibilidade de vinculação ao Caex. "Vamos buscar informações junto ao Ministério da Saúde e conhecer comunidades terapêuticas feminas já existentes em Porto Alegre, Cruz Alta, São Leopoldo, Capão da Canoa", exemplificou Miriam.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Miriam Marroni discute implantação de comunidade terapêutica feminia em Pelotas

 

A deputada estadual Miriam Marroni (PT) recebeu nesta manhã, 6, em seu gabinete regional, o casal fundador da Comunidade Terapêutica Casa de Amor Exigente (Caex), Nilza e João José Vitoria, para discutir a implantação de uma comunidade terapêutica feminina em Pelotas. O casal procurou a deputada devido ao engajamento da parlamentar com a questão da drogadição.

Miriam é fundadora e coordenadora do movimento Mães contra o Crack e proponente e relatora da subcomissão contra o Crack, da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

A ideia inicial é convidar usuárias da droga para participar das reuniões semanais às sextas-feiras enquanto que se estuda a viabilidade de implantação de uma comunidade exclusiva para as mulheres no município. O encontro foi com o objetivo de buscar apoio da deputada e informações sobre financiamento público por meio de instituições filantrópicas, além de checar a possibilidade de vinculação ao Caex. "Vamos buscar informações junto ao Ministério da Saúde e conhecer comunidades terapêuticas feminas já existentes em Porto Alegre, Cruz Alta, São Leopoldo, Capão da Canoa", exemplificou Miriam.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Representante do Mães contra o Crack participa com Miriam de programa na TV Assembleia



Entrevista será exibida hoje, às 23h, e reprisada amanhã, às 13h, pelo canal 16 da Net

O Grupo Mães contra o Crack esteve representado por uma integrante do movimento, a dona de casa Vani Camacho, na gravação do Programa Democracia, da TV Assembleia. Para abordar o tema "RS contra o Crack", Batista Filho entrevistou ainda a fundadora e coordenadora do grupo, a deputada estadual Miriam Marroni (PT), e o psiquiatra coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, Sérgio de Paula Ramos. O programa será exibido às 23h de hoje, 4, e reprisado amanhã, 5, às 13h, no Canal 16 da Net.

Vani falou da sua experiência pessoal e da luta iniciada pelo grupo Mães contra o Crack há um ano e meio. A parlamentar falou do objetivo da Subcomissão contra o Crack, aprovada por unanimidade, pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, na última semana.
"Trata-se de um instrumento que vai buscar na sociedade e analisar as políticas de tratamento dos usuários da pedra da morte", afirmou Miriam. A parlamentar ainda destacou a necessidade de plantões psiquiátricos, requalificação do Caps, comunidades terapêuticas científicas e, principalmente, programas de reinserção de ex-dependentes no mercado de trabalho. E explicou que o foco da subcomissão é verificar a oferta de tratamento no Estado em busca de uma resposta mais eficaz das políticas públicas.

Já o psiquiatra explicou exatamente o ponto que a deputada que aborda, como psicóloga, em suas palestras ministradas em escolas para a prevenção do consumo: a questão da necessidade da imposição de regras, limites e cuidados, reascendendo o papel dos pais. Ramos afirmou que antigamente o cérebro ficava maduro aos 17, 18 anos. E que hoje em dia, ele acaba de amadurecer somente lá pelos 23 anos. "A última parte a amadurecer é justamente a da razão e do bom senso. Não adianta pedir para um adolescente ser razoável e equilibrado, pois ele ainda não tem nem cérebro para isso". Miriam acrescentou que é característica da juventude a ação inconsequente, por impulso e pelo instinto do prazer.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aprovada Subcomissão Contra o Crack proposta pela deputada Miriam Marroni


A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos aprovou por unanimidade, nesta manhã, 27, o requerimento de instalação da Subcomissão Contra o Crack, proposta pela deputada estadual Miriam Marroni (PT). A partir de hoje, a subcomissão - composta pela proponente e pelos deputados Luciano Azevedo (PPS) e Marlon Santos (PDT) - terá 120 dias para a condução dos trabalhos para diagnosticar a situação dos dependentes da droga e apresentar o relatório final à Comissão.

Conforme a deputada, o trabalho da subcomissão visa confirmar suas impressões sobre a insuficiência de respostas públicas às necessidades crescentes da epidemia em que se transformou o consumo do crack. "Não se trata, neste momento, de prevenção. Queremos fazer um raio-X, um levantamento do tratamento e pós-tratamento nas cidades polos do Estado", explicou Miriam.

A parlamentar destacou que a intenção é comprovar a inexistência de plantões psiquiátricos, de comunidades terapêuticas de aporte científico e convênio SUS, além da falta de equipamentos e profissionais dos Caps. "Também queremos mostrar a inexistência do pós-tratamento por meio de programas de ressocialização. Os ex-dependentes sofrem preconceito e discriminação, tendo dificultada a volta aos estudos ou mercado de trabalho", avaliou Miriam. Para a execução dos trabalhos, serão realizados encontros em Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo.

Iniciativa inédita no Brasil lança Observatório do Crack

A partir de hoje, 27, os cidadãos brasileiros contam com um novo parceiro na luta contra a proliferação do crack nos Municípios: o Observatório do Crack. O anúncio foi feito pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski em entrevista coletiva, quando mostrou aos jornalistas como funcionará o Observatório, iniciativa inédita no Brasil.
“Os Municípios podem contribuir muito para enfrentar essa realidade. O Observatório será o principal canal de comunicação entre os cidadãos a respeito do crack, queremos ampliar os debates em busca de soluções”, afirmou Ziulkoski. Ele destacou que os resultados devem ser buscados a nível nacional porque são os Municípios, lá na ponta, quem enfrentam os efeitos do crack e sofrem com a falta de políticas de prevenção.
O Observatório conta, principalmente, com a participação da comunidade, dos gestores municipais e dos secretários de Saúde e Assistência Social. Eles devem contribuir para enviar os dados sobre os Municípios e informar, por exemplo, o número de dependentes, quais ações estão sendo tomadas para combater a droga, e quais são as boas práticas que podem servir de exemplo a outros Municípios. “Será uma radiografia do crack no país”, anunciou Ziulkoski.
Estratégias
Além da situação em cada Município, o Observatório do Crack contém toda a legislação sobre drogas disponível no País, notícias, artigos, biblioteca virtual com publicações sobre o assunto, um fórum para estimular a discussão entre os internautas e um canal de contato direto com a CNM. “Precisamos traçar estratégias e propor soluções concretas”, resumiu o dirigente da CNM.
Na segunda fase no trabalho, que será divulgada na XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, serão apresentadas informações mais detalhadas como o número de pessoas em tratamento, principais problemas relacionados ao consumo e ao tráfico de drogas Segundo Ziulkoski, “os Municípios esperam que o governo federal ajude-os a ampliar esse debate na Marcha, tornando a luta contra o crack cada vez mais transparente”.

Grupos Mães contra o Crack e Manifesto se reunem com deputada Miriam Marroni


Em mais um encontro com integrantes do movimento Mães contra o Crack, na primeira quinzena deste mês, a deputada estadual Miriam Marroni (PT) recebeu, em seu gabinete regional, a visita do Grupo Manifesto. Os componentes relataram as suas histórias de ex-usuários de drogas, que encontraram na música uma forma de abandonar o vício.

Os jovens - um deles filho de uma integrante do movimento das mães coordenado pela deputada - apresentaram ainda vídeos e o cd de hip-hop que já gravaram. Em conversa informal, sugeriram participar de futura manifestação pública do movimento Mães contra o Crack para apresentar suas composições.
A intenção da parlamentar com a reunião foi rever e dar uma atenção especial às mães, saber como elas e seus filhos estão, tanto aqueles em tratamento quanto os que se encontram em presídios da região. "Continuaremos na luta para que Pelotas acesse os diveros programas do Governo Federal de prevenção, combate e tratamento à crescente epidemia da pedra da morte", afirmou Miriam.

Entre diversos relatos pessoais, a parlamentar e as mães ainda discutiram a montagem de uma diretoria, o local que será utilizado para os encontros (o próprio gabinete regional), a violência contra as mulheres e o fato de uma cidade tão menor que Pelotas, como São Lourenço do Sul, ser um exemplo na oferta de tratamento químico eficiente.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Miriam propõe Subcomissão Contra o Crack

A deputada Miriam Marroni (PT) apresentou requerimento solicitando a instalação da Subcomissão Contra o Crack, vinculada à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. O pedido entregue será submetido à avaliação dos integrantes da comissão, conforme a agenda de votações.

Por meio da subcomissão, a deputada quer aprimorar o debate sobre a situação dos dependentes de crack. “A nossa meta é elaborar um diagnóstico que permita articular sugestões de políticas públicas que auxiliem no efetivo combate a este flagelo social, que é o crack”, explica a deputada. As ações voltadas à temática do crack, enfatiza Miriam Marroni, precisam ser elaboradas com base em pelo menos três abordagens, que são a prevenção, o tratamento e o combate ao tráfico, em todas as suas especificidades. “Dessa forma estaremos aprimorando o debate e qualificando a apresentação de saídas e soluções, pois até agora estamos perdendo esta partida”, afirma.

Miriam Marroni tem como uma de suas prioridades da atuação legislativa a prevenção ao uso de drogas. Desde outubro de 2009, Miriam Marroni trabalha com o grupo de Pelotas intitulado Mães Contra o Crack, que mobiliza famílias que lidam diariamente com o flagelo da pedra. O grupo realiza reuniões, periodicamente, nas quais divide experiências e busca formas de qualificar o combate à droga em Pelotas, trabalhando também com busca de alternativas e respostas rápidas para o tratamento da drogadição.